
O Calicivírus felino é uma das principais causas das “constipações dos gatos”, é bastante comum, sobretudo em épocas mais frias. Saiba tudo neste artigo!
O que é o Calicivírus Felino?
O Calicivírus felino é um vírus altamente contagioso, é uma doença comum que afeta exclusivamente os gatos. Ataca principalmente o trato respiratório superior e a cavidade oral, sendo um dos agentes responsáveis pelo chamado complexo respiratório felino.
Este vírus apresenta várias estirpes diferentes, o que explica porque alguns gatos têm sintomas ligeiros, enquanto outros desenvolvem quadros mais graves. A transmissão é rápida, sobretudo em locais onde existem muitos gatos. Ou em épocas mais frias, como no Inverno.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do Calicivírus podem variar de caso para caso, mas os mais comuns incluem:
- Espirros
- Corrimento nasal
- Febre
- Apatia
- Perda de apetite
- Úlceras na boca, língua ou gengivas (um dos sinais mais característicos)
- Salivação excessiva
- Dor ao comer ou dificuldade em mastigar
Outros sintomas menos comuns:
- Claudicação temporária
- Inflamação das articulações
- Sintomas mais generalizados (mais raro)
Qual é a diferença entre Calicivírus e Herpesvírus?
Embora o Calicivírus felino e o Herpesvírus felino causem sintomas semelhantes e façam parte da chamada “constipação dos gatos”, existem diferenças importantes entre ambos.
O Calicivírus afeta principalmente a boca e a língua, sendo muito característico o aparecimento de úlceras orais dolorosas, salivação excessiva e dificuldade em comer. É um vírus muito resistente no ambiente, podendo sobreviver durante vários dias em superfícies contaminadas. Alguns gatos podem tornar-se portadores e eliminar o vírus intermitentemente.
Já o Herpesvírus felino afeta sobretudo os olhos e o nariz, provocando conjuntivite intensa, corrimento ocular e, em casos mais graves, úlceras da córnea. Após a infeção, o vírus permanece latente no organismo para toda a vida, podendo reativar-se em situações de stress, doença ou baixa imunidade.
Apesar das diferenças, ambos:
- São altamente contagiosos
- Afetam apenas gatos
- Estão incluídos na vacina trivalente felina
- Podem ser prevenidos e controlados com vacinação e bons cuidados de saúde
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é geralmente clínico, baseado nos sintomas apresentados e no historial do gato. As úlceras orais associadas a sinais respiratórios são altamente sugestivas de infeção por Calicivírus.
Em casos mais complexos ou graves, o médico veterinário pode recorrer a:
- Testes laboratoriais (PCR)
- Análises complementares
- Avaliação do estado geral e imunológico do animal
Existe tratamento?
Não existe um tratamento específico que elimine o Calicivírus, mas a maioria dos gatos recupera bem com acompanhamento veterinário adequado. O tratamento é de suporte, com o objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações secundárias. Pode incluir:
- Antibióticos (para infeções bacterianas secundárias)
- Anti-inflamatórios e analgésicos
- Fluidoterapia, se necessário
- Alimentação húmida e palatável
- Nebulizações
- Cuidados orais, em casos de úlceras dolorosas
Existe alguma vacina que proteja contra o Calicivirus?
Sim. O Calicivírus está incluído na vacina trivalente felina, juntamente com o Herpesvírus felino e a Panleucopénia. Esta vacina não é obrigatória, mas é fortemente recomendada.
A vacina não impede totalmente a infeção, mas é extremamente eficaz a reduzir:
- A gravidade dos sintomas
- A duração da doença
- O risco de complicações
- A eliminação do vírus para outros gatos
Porque é recomendada a vacina, se não é obrigatória?
Apesar de não ser legalmente obrigatória, a vacinação é fortemente recomendada porque:
- Protege o gato contra formas graves da doença
- Reduz o risco de surtos em casas com vários gatos
- Diminui a transmissão do vírus
- Protege especialmente gatos jovens, idosos ou imunodeprimidos
Mesmo gatos que vivem exclusivamente dentro de casa podem ser expostos ao vírus através de pessoas, objetos ou novos animais.
Como prevenir o aparecimento do Calicivirus felino?
A prevenção do Calicivírus passa por várias medidas simples, mas eficazes:
- Manter o plano vacinal atualizado
- Garantir boa higiene dos comedouros, bebedouros e caixas de areia
- Evitar situações de stress
- Isolar gatos doentes
- Desinfetar corretamente superfícies e objetos
- Consultar o veterinário perante os primeiros sintomas
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