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Faz parte da família mas o convívio nem sempre é fácil. Será mau feitio ou problema de comportamento? Se não percebe a linguagem do seu animal de estimação, ouça um especialista.

“O cão aprendeu a interpretar-nos, olha para os nossos olhos, a nossa postura e sabe o que isto significa”. É assim que a maioria dos especialistas em medicina do comportamento definem a essência do animal. O problema é que, por vezes não compreendemos o que nos diz ou não agimos da melhor forma, ainda que involuntariamente.

Se a isto adicionarmos o impacto que a nossa rotina tem na vida de um animal, não admira que precise de ajuda. Um cão ou um gato deve ir a um psicólogo? Muitos especialistas não têm qualquer dúvida. A resposta é sim!

Devemos ser o líder da matilha. É uma regra universal, mas está errada, diz o médico veterinário Gonçalo Pereira. ” São teorias dos anos 70 baseadas na observação de lobos em cativeiro. Hoje sabemos que o lobo se organiza de forma distinta e o cão não olha para nós como um igual”, diz. A ideia de que os gatos não podem ser treinados é outro mito.

Parte do problema está no “desconhecimento sobre as necessidades e linguagem corporal de cães e gatos”, continua. “As pessoas interpretam mal e tomam atitudes que os levam a reagir agressivamente”, refere ainda.

Vários sinais indicam que um cão está a ficar ansioso, nomeadamente exibir uma pupila dilatada, lamber os lábios, virar o focinho, colocar a cabeça baixa ou, ainda, colocar a cauda entre as pernas. Parece submissão, mas é um alerta que o cão dá antes de começar a rosnar.

Os principais problemas 

A agressividade lidera as razões da consulta, no caso dos cães. “Antes era a ansiedade por separação, mas actualmente, devido aos métodos de treino, aumentou a agressividade. Nos gatos, no topo está a marcação de território e a urinação inadequada. A agressividade está em terceiro lugar e acredito que se deva ao facto de ser mais complicada e a pessoa entregar o gato em vez de procurar ajuda”, diz.

Stresse, medo ou condições inadequadas de vida são os principais factores. “A origem de 95 por cento desse problema está no medo, mas, muitas vezes, quando chega à consulta o animal já não exibe medo, já não rosna. Tem uma agressividade mais impulsiva porque aprendeu a não dar os sinais prévios ao ser punido”, acrescenta.

O problema de deixar o seu gato sozinho em casa

Passar horas em casa sozinho, contribui para a ansiedade, que pode manifestar-se por comportamentos exagerados ao fim do dia como “caçar as pernas do dono”, exemplifica. “Na perspectiva do gato, não há nada mais engraçado do que duas pernas a mexer e alguém que grita”, acrescenta. Outro sinal que o seu animal precisa de estímulo é aquilo a que o médico chama o cão-velcro, que o segue a cada instante.

“São cães perfeitos quando estamos em casa, mas sozinhos destroem as coisas, portas, urinam e vocalizam”, explica. O stresse pode ter consequências físicas incluindo úlceras, vómitos, diarreias ou problemas dermatológicos, como a alopécia psicogénica (overgrooming) em gatos que se limpam de forma excessiva para se acalmarem e perdem peso.

Na consulta a abordagem segue várias etapas. Primeiro é feito um check-up geral para despistar patologias na origem dos problemas de comportamento. De seguida, filma-se o comportamento do animal e os tutores preenchem um questionário detalhado, para que o médico possa compreender o que o cão/gato está a viver. “Uma vez reunidos os dados, agenda-se a consulta onde analisamos novamente o questionário e os vídeos”, explica.

“Depois analiso a evolução do comportamento do animal, como é que ele aprende e onde poderá estar a origem do problema.Por fim, falamos da abordagem a seguir. Muitas vezes, recorremos a medicação que permita reduzir a ansiedade do animal para que ele possa aprender”, afirma ainda.

No dia a dia, para contribuir para o bem-estar do seu animal mantenha-o ocupado. “Para o estimular, pode comprar objectos ou inventar jogos. Faça uns buracos numa garrafa vazia e coloque-lhe ração. Assim, para obter o alimento, o cão ou gato têm de rodar a garrafa”, sugere.

Ao fim do dia, faça passeios. “O cão gosta de cheirar, dê-lhe oportunidades para isso. Fale com ele e nunca regresse a casa logo após ter feito xixi, se não ele irá tentar aguentar para prolongar o passeio”. Em casa, o gato tem as suas exigências. O local onde come deve ser diferente daquele onde bebe e, por sua vez, da casa de banho, que não gosta de partilhar.

À noite, “o cão pode dormir na cama do dono”, adverte. O problema é se a regra muda mediante a situação como, quando vem o namorado, fica na sala. “Isso confunde o animal e gera problemas de comportamento. Para os cães as cosias devem ser preto ou branco. O gato é diferente, precisa de um território onde dorme, mas que pode ir mudando”, alerta.

 

 

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A linguagem dos gatos não é tão intuitiva para nós como, por exemplo, a dos cães. Para percebermos melhor, basta pensarmos que se um cão vem ter connosco a dar à cauda, com ar de brincadeira, é fácil percebermos o que ele quer. Pelo contrário o abanar da cauda num gato é, normalmente, sinal de descontentamento.

O facto de ser mais difícil de compreender a linguagem corporal de um gato, não significa que não se consiga. É mesmo essencial um dono saber ler a linguagem corporal do seu gato. Observar a postura corporal do gato é a maneira mais simples de conseguir interpretar o que o seu gato está a pensar num determinado momento.

Postura amigável

Quando o seu gato de aproxima de si com a cauda erguida e a cabeça esticada, baixe-se e responda sorrindo e falando de modo amigável também.

Ao esfregar a cabeça e o corpo nas suas pernas, o gato demonstra que está feliz por estar novamente consigo, sendo um indicador de aceitação total e de amizade. Ao mesmo tempo está a libertar feromonas produzidas ao nível da face (não detectadas pelos humanos), indicativo de segurança territorial e tranquilidade. Retribua na mesma maneira, acariciando as zonas do corpo que ele mais gosta, só vai fortalecer ainda mais a ligação. Quando estão a ser acariciados os gatos podem enterrar as unhas, de forma mais ou menos profunda. Não repreenda este comportamento, é um comportamento natural que não deve ser contrariado.

Postura de aproximação ofensiva

Aproximação com o corpo arqueado, de olhar fixo, com pupilas de tamanho normal, orelhas levantadas e com a cauda a mover-se constantemente de um lado para o outro, está muitas vezes associada a defesa territorial, sendo tipicamente observada entre dois gatos machos em luta para acasalar. Não se aproxime nem tente acalmar um gato com este padrão de comportamento.

Postura defensiva

Orelhas baixas e direccionadas para trás, pupilas dilatadas e corpo arqueado e de lado, de modo a ficar perpendicular à pessoa ou animal com quem quer evitar contacto, é muito frequente em gatos medrosos, ou em situações em que se sentem ameaçados. Não devemos forçar a interacção nestes casos pois pode precipitar reacções agressivas. O medo é uma das principais causas de comportamentos agressivos.

Repertório vocal do gato

Embora a observação da expressão corporal seja o mais importante na comunicação com o seu gato, ele também comunica através de sons. O repertório vocal do gato é extenso  e tem mais de 16 sons diferentes. Os sons incluem gritos de raiva, uivos e rosnadelas. Conforme a entoação assim o miado de um gato pode servir para exprimir vários humores.

Ronronar

Na maioria das vezes é sinal de relaxamento, mas também pode ser para chamar a atenção. Existem vários padrões, existindo diferenças acústicas de acordo  com o objectivo pretendido pelo gato (por exemplo pedir alimento). Há gatos que ronronam em resposta à dor ou ao stress, por isso não associe este comportamento exclusivamente a experiências positivas.

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Vocalização com tom áspero e de longa duração, associada a interacções agressivas.

Bufar

Emitido de boca aberta, com exposição dos dentes, exprime descontentamento, muitas vezes por medo.

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Com o passar dos anos, vão acontecendo alterações fisiológicas e comportamentais e a sua vulnerabilidade a determinadas doenças vai aumentando.

Alterações comportamentais

Com todas as modificações no organismo do gato, este acaba por revelar alterações comportamentais, ainda que estas possam ser bastante subtis. Quando comparado com o cão, torna-se bastante mais complicado identificar a “velhice”. No entanto, para donos mais atentos, existem alguns sinais. Gatos mais velhos caçam menos, passam menos tempo no exterior, tornando-se menos activos e passam (ainda) mais tempo a dormir. O apetite também sofre alterações: alguns perdem-no enquanto outros se tornam mais vorazes. Também é comum diminuir a frequência da higiene e brincarem menos.

Cuidados especiais

Existem alguns cuidados, que podemos tornar rotineiros para garantir que o bem-estar e qualidade de vida dos nossos gatos se mantêm assegurados.

Manicure

Gatos mais velhos podem ter dificuldade em retrair as unhas quando estão a arranhar e ficar presos em carpetes ou mobílias, enquanto outros podem deixar de as desgastar com a diminuição da actividade, provocando um crescimento exagerado. Assim, é importante que o dono vigie e se necessário corte as unhas ao gato.

Higiene

O dono pode também dar uma ajuda quando o gato perder capacidade de se lavar. O banho é geralmente evitável! Basta ajudar na limpeza de secreções oculares ou nasais que possam ficar acumuladas, com uma simples compressa. Quanto à área genital, pode recorrer-se a uma tosquia higiénica. Em casos mais extremos existem champôs secos muito eficazes. A escovagem tem também um papel fundamental na manutenção da higiene e ajuda na remoção do excesso de pelo, diminuindo a sua ingestão e a consequente formação de bolas de pelo.

Bolas de pelo

Com a diminuição na capacidade de digestão, é comum que as bolas de pelo não sejam eliminadas tão naturalmente como outrora e, por isso, podem originar vómitos crónicos ou obstipação. Mais uma vez, existem suplementos ou dietas que podem ajudar a controlar o problema.

Dentista

As alterações de idade também se fazem sentir na cavidade oral e, por isso, é importante o dono ir vigiando os dentes e as gengivas e ficar atento a processos inflamatórios (gengivas vermelhas), presença de placa bacteriana ou evidências de doença periodontal. Outros sinais de alarme incluem salivação excessiva, ranger os dentes, levar as patas à boca e perda de apetite.

Exames de rotina

A partir dos 7 anos de idade é recomendável o gato fazer análises de rotina anuais. Nunca é demais relembrar que os felinos são mestres em camuflar sinais de doença e, por isso mesmo, torna-se fundamental estar sempre um passo à frente e apostar na medicina preventiva.

Estimular o apetite

Com a diminuição do olfacto e do paladar, o gato pode ter perda de apetite, mas existem formas de o manter interessado na comida. A oferta de comida deve ser mais frequente e em menor quantidade, num sitio calmo, onde distracções podem ser evitadas. A taça da comida deve ser larga, uma vez que a maioria dos gatos se sente desconfortável quando os bigodes tocam as margens. Tentar várias texturas de comida: com a idade, muitos gatos acabam por preferir comida húmida, sobretudo quando um problema dentário pode causar desconforto, mas não se esqueça de ir trocando a comida regularmente; assim que seca, perde o interesse. A comida pode ser aquecida (cuidados com as queimaduras), idealmente um pouco abaixo da temperatura corporal, para aumentar a palatibilidade.

Estimular a ingestão de água

Se a estimulação da ingestão de água é um ponto crítico para os gatos de todas as idades, para os mais velhos torna-se ainda mais importante, porque desidratam com maior facilidade, sobretudo quando existem condições médicas (como doença renal crónica) associadas. Desta forma, é importante distribuir vários pontos de água fresca pela casa, afastados da comida. É importante ir trocando várias vezes ao dia para que se mantenha sempre fresca. Se o gato gostar especificamente de frango ou de peixe, congelar a água de cozedura (sem sal ou outros temperos) e adicionar esses cubos de gelo à água disponível pode aumentar a sua ingestão.

Mais mimos do dono!

Resta reter que à medida que envelhece, o seu gato precisa cada vez mais de um dono atento, mas, acima de tudo, de um dono que o mime.

 

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Os gatos de interior têm tendência a ser mais saudáveis e a viver durante mais tempo. As estatísticas são unânimes em garantir que a esperança de vida de um gato de interior é de cerca de 12-13 anos, podendo atingir os 17 ou mais anos de vida.

GATOS COM ACESSO AO EXTERIOR

1- Os gatos com acesso ao exterior devem ser esterilizados

Os gatos machos inteiros (que não são castrados) apresentam maior risco de se envolverem em lutas das quais resultam feridas, que muitas vezes infectam e causam problemas. Os machos castrados têm menor tendência para se envolverem nestas lutas, uma vez que já não têm a mesma estimulação hormonal. À semelhança, as gatas que não são esterilizadas correm o risco de engravidar sempre que apresentam o cio.

2- Cuidados de vacinação e desparasitação

Certifique-se que o seu animal é vacinado contra as doenças infecciosas, especialmente as que se transmitem por secreções (como a leucemia felina). O animal deve também ser desparasitado regularmente contra os parasitas internos e externos, uma vez que estão mais expostos à contaminação por estes parasitas.

3- Atente ao comportamento do animal

Um gato com acesso ao exterior pode ter acesso a tóxicos, como por exemplo, os líquidos anticongelantes dos automóveis que têm um sabor adocicado, imperceptível pelo gato, que o pode ingerir ou simplesmente passar por cima do líquido derramado e a seguir lamber as patas, resultando no seu envenenamento.

4- Identifique o seu gato

Certifique-se que o seu animal está identificado com o nome e a morada do dono, de modo a que, caso o animal se perca, quem o encontrar consiga entrar em contacto consigo. Uma boa alternativa será a implantação de microchip.

GATOS DE INTERIOR

1- Eliminação dos pelos ingeridos

Os gatos de exterior procuram ingerir ervas que os ajuda a eliminar naturalmente os pelos ingeridos. Um animal que viva no interior necessita que lhe proporcionem esta oportunidade, através da ingestão de um alimento enriquecido em fibras que evitam a acumulação de pelos no trato gastrointestinal.

2- Marcação de território

Os gatos têm naturalmente o instinto de identificar o seu território através de marcações com as unhas. Enquanto um gato com acesso ao exterior pode realizar estas marcações em postes de madeira, árvores, etc, um gato de interior precisa que lhe providencie algo que substitua estes elementos, caso contrário começará a arranhar a mobília.

3- Possibilidade de se exercitar em casa

Quanto ao exercício, o animal de interior não tem a mesma oportunidade para realizar a mesma quantidade e qualidade de exercício que um gato de acesso ao exterior. De modo a compensar esta situação, deve proporcionar-se uma série de brinquedos que estimulem o exercício do animal. A bola feita de papel de alumínio é um óptimo brinquedo para esta estimulação!

4- Alimentação

Alimentar correctamente um gato de interior implica respeitar o facto de este animal realizar menos exercício, despender muito do seu tempo a dormir e a lavar-se, tendo uma grande tendência para formar bolas de pelo e para o aumento de peso. Os alimentos indicados para animais com este modo de vida contêm um valor energético baixo (através da diminuição do teor de gordura) e uma suplementação com fibras (como as sementes de Psylium) para facilitar a eliminação natural das bolas de pelo.

Qualquer que seja o modo de vida do seu animal há sempre modo de garantir o seu bem-estar.

 

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Diferentes tamanhos e modelos 

Embora a transportadora esteja mais indicada para animais de pequeno porte, existem modelos para todos os tamanhos.

A transportadora deve ser suficientemente ampla para que o cão possa permanecer levantado, dar a volta e sentar-se; mas quando é utilizada em viagens ou deslocações – embora a sua largura deva facilitar a sua comodidade durante as horas que dura a viagem – não deve permitir que este se mova bruscamente.

Algumas das vantagens

A transportadora é, sobretudo, um elemento de controlo. Tem muitos benefícios, já que podemos convertê-la num local privado onde o nosso cão pode relaxar e se sinta seguro. Entre algumas das vantagens que nos pode proporcionar o seu uso está a educação do cachorro, o tratamento de alguns problemas de conduta, como a ansiedade por separação ou a destruição de objectos e, claro, a sua segurança nas viagens.

Educar o cachorro

A rotina de educar o cachorro a fazer as suas necessidades no local escolhido ou na rua é uma tarefa que, em muitas ocasiões, não conseguimos fazer por falta de tempo. Além de uma boa dose de paciência, geralmente, devemos vigiá-lo continuamente para que não faça as suas necessidades por toda a casa.

Tendo em conta que o cachorro nunca urina, nem defeca, no seu local de descanso, podemos confiná-lo na transportadora durante um breve espaço de tempo, enquanto estamos ocupados com outras coisas. Mas é importante não deixar o cachorro fechado mais de uma ou duas horas, já que poderíamos stressá-lo ou pode fazer as “suas coisas” no interior.

Um cão destruidor

A transportadora também é de grande utilidade para tratar problemas de destruição no lar. Muitos cães, por stress, por aborrecimento ou, no caso dos cachorros, pela mudança de dentição e vontade de explorar, dedicam-se a morder tudo o que encontram quando não os podemos vigiar. Quando temos um cachorro que apresenta esta conduta devemos tentar perceber a causa deste comportamento e pedir aconselhamento a um profissional.

Tratamento da ansiedade

Este acessório também nos pode ajudar a solucionar o problema de ansiedade por separação. Podemos utilizá-la para que o animal se vá acostumando a, quando estamos em casa, estar algum tempo a descansar no seu habitáculo, para que não esteja sempre dependente dos nossos movimentos. Nestes casos, é muito importante que o cão veja a transportadora como um lugar onde se sente seguro e protegido. Por vezes, para aumentar a tranquilidade é conveniente tapá-la com uma manta, mas evitando que fique sem ventilação. A escuridão e a ausência de estímulos provocará uma maior tranquilidade no cão e evitará que se sinta seguro na nossa ausência.

Viajar seguro

A transportadora também é um acessório indispensável para acostumar o cão a permanecer tranquilo nas deslocações que fazemos. No caso do cão, evita que salte de um assento para outro, que nos incomode enquanto conduzimos ou que ladre quando vê algo pela janela. O ideal é que esteja acostumado à sua própria transportadora.

A transportadora deve ser algo positivo!

O importante é que associe sempre a transportadora a algo positivo. Por exemplo, as primeiras deslocações de carro na transportadora devem ser em passeio, até ao campo ou à praia, e não para ir ao veterinário.

Nunca devemos forçar o cão a entrar na transportadora pois é fundamental que não a relacione com uma experiência desagradável. O nosso cão nunca deve ver a transportadora como uma jaula, nem como um lugar onde é fechado quando se porta mal.

 

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Período de sociabilização

Anterior aos 4 meses e à mudança de dentição, tem início o período de sociabilização de um cachorro. A palavra refere ao acto de sociabilizar e à capacidade que um indivíduo tem de conviver socialmente com outros indivíduos da mesma espécie, ou até ser sociável com indivíduos de espécies diferentes da sua.

Este período ocorre entre as 8 e as 16 semanas de vida de um cachorro, período este que é apontado como o ideal para o ensinar a adoptar comportamentos tidos como socialmente correcto e aceites numa sociedade governada pelo ser humano.

Um comportamento inato

Abocanhar, mordiscar e morder são comportamentos inatos de cães. Como é sabido, os cães não nascem com bocas moles, mas têm a capacidade de aprender a morder com pouca força se forem ensinados. Serem ensinados significa dar-lhe muito feedback acerca da força que aplicam nas mordidas durante os primeiros meses de vida, sobretudo durante o período de sociabilização, pois é durante este período que a sua curiosidade é mais pronunciada.

Enquanto cachorro há uma maior tendência para se aproximar de tudo o que lhe é desconhecido; quando atinge a maturidade a tendência natural é para evitar o que é desconhecido. É também durante este período que os cães estão mais receptivos a aprender novos comportamentos e de forma mais rápida.

Perto dos irmãos

feedback começa desde logo no seio da ninhada. Pode parecer estranho ver uma ninhada de cachorros a brincar de forma agressiva, trocando entre eles mordidas e ganidos. No entanto, é um comportamento normal e necessário, pois permite que comecem a praticar a força que aplicam nas mordidas entre eles. Sempre que um cachorro morde com demasiada força, o outro gane e termina a brincadeira, afastando-se. A reacção repetida de ganir a uma mordida mais violenta, faz com que o cachorro que mordeu comece a associar a sua mordida ao fim da brincadeira. O terminar da brincadeira é a consequência do cachorro que mordeu. Da próxima morderá com menos força.

Inibição da mordida

Fora da ninhada e inserido numa nova família, a prática da inibição de mordida deve continuar. Nunca deixe que o cachorro mordisque as suas mãos. Apesar dos dentes afiados, os maxilares dos cachorros estão pouco desenvolvidos pelo que a força exercida não será insuportável. Sempre que o cachorro pressionar com mais força os dentes contra a sua pele por engano, grite! como se tivesse doído muito. No mesmo instante, afaste-se de ao pé dele por breves momentos. O cachorro irá aprender que se morder com força a mais, irá acabar a brincadeira. Repita o procedimento as vezes que forem necessárias.

Aulas para cachorros

Os cachorros brincam simulando lutas, mordiscando-se uns aos outros. Com aulas especializadas e as interacções dos cachorros sob supervisão dos treinadores e respectivos tutores, a gestão de brincadeiras é algo que ocorre incessantemente, pelo que os cachorros são imediatamente separados caso seja necessário.

Alimentar o cachorro à mão

Substituir a tradicional taça de comida pelas suas mãos e usá-las para alimentar o cachorro é mais uma oportunidade que tem para treinar a força que ele aplica nas suas mordidas. Faça das suas mãos “a taça” onde coloca a comida, só que em vez de a colocar na palma com a mão aberta e deixar que ele apanhe, segure a comida na ponta dos dedos e controle a forma como ele retira a comida. Se sentir os dentes afiados do cachorro nos dedos, grite e não largue a comida, afastando a mão para trás das costas. Repita este procedimento até obter resultados menos dolorosos no seu dedo.

 

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O motivo mais frequente para as famílias quererem um segundo cão é para que este faça companhia e brinque com o primeiro, especialmente quando o primeiro cão fica muitas horas sozinho em casa à espera que a família regresse.

Encontrar cães compatíveis

Só deve pensar em juntar um segundo cão à família depois do primeiro estar bem adaptado à família. Nunca é boa ideia adoptar dois cães ao mesmo tempo.

Quando conhecer bem o cão que já tem poderá então procurar um segundo cão com personalidade compatível. Por exemplo, se o seu cão é muito activo não deverá escolher um segundo cão que gosta de dormir muitas horas, pois a probabilidade de entrarem em conflito é muito elevada. Por outro lado, se tem um cão adulto que gosta de descansar, não deverá escolhe um cachorrinho que não o deixe em paz.

Espaço e estilo de vida

Os cães têm também que ser compatíveis com a casa onde vão viver, ou seja, não deve adoptar um cão de porte grande/gigante se vive num pequeno apartamento. Para além disso, o seu estilo de vida influencia a escolha dos cães ideais, ou seja, se gosta de fazer longas corridas e quer que o cão o acompanhe, deve escolher um que tenha conformação física para o fazer. Pelo contrário, se gosta de dar apenas pequenos passeios pelo parque não deverá escolher cães que precisem de correr muito.

Dupla responsabilidade

Ter um cão que nos faz uma festa enorme quando chegamos a casa é das coisas melhores do mundo. Faz-nos sentir amados, porque somos o mais importante para eles. Isto acarreta múltiplas responsabilidades da nossa parte em relação ao bem-estar, segurança e saúde dos cães que são totalmente dependentes de nós.

Quando temos não um, mas dois cães, temos no mínimo, o dobro das despesas em comida, guloseimas, brinquedos, coleiras e trelas, camas, veterinário, grooming, registos e responsabilidade civil.

A ter em atenção

A primeira introdução dos dois cães deve ser feita cuidadosamente para evitar conflitos. A introdução deve ser feita com calma e só devem ser deixados juntos sozinhos quando se tiver a certeza que não vai haver problemas. Se o seu cão sofre de ansiedade por separação, ladra o dia todo ou é hiperactivo, um segundo cão não irá resolver o problema. O mais provável é que acabe com dois cães com problemas comportamentais. Nestes casos um treinador é o ideal para ajudar a resolver o problema.

Compromisso

Os cães vivem 10-20 anos. Quando decidimos ter um cão comprometemo-nos a dar-lhe todos os cuidados de saúde e bem-estar que merece. Os cães são animais de companhia e não devem ser deixados sem companhia humana por longos períodos de tempo. Mesmo nos dias em que chega a casa exausto do trabalho, os cães vão estar lá à espera de atenção – estiveram o dia todo à espera – e não é justo virar-lhes costas e pedir que esperem por um dia melhor.

Quando decide ter mais do que um cão tem que estar preparado para assumir um compromisso ainda maior a nível emocional, de tempo, de despesas e também na eventualidade de os cães entrarem em conflito e precisar de ajuda de um treinador profissional.

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A Associação Portuguesa de Cães de Assistência (APCA) tem activa desde 25 de Agosto uma campanha de Crowdfunding com o objectivo de angariar fundos para responder aos mais de 350 pedidos que até agora receberam, de pessoas autistas, diabéticas, epilépticas ou deficientes motoras e mentais que pedem ajuda aos cães de assistência.

A campanha de Crowdfunding é uma forma de financiamento colaborativo na plataforma PPL, e pretende angariar 2500€ para dar respostas aos pedidos e fazer a aquisição de cães para iniciar o processo de treino e decorre até 21 de Outubro. Se o objectivo for atingido dentro do prazo, a APCA recebe os fundos e a plataforma cobra comissão de sucesso. Se o montante mínimo não for angariado, os fundos serão devolvidos aos apoiantes.

Mais de 70% dos pedidos feitos à APCA são de pessoas sem recursos financeiros. “Infelizmente temos mais pedidos do que aqueles que conseguimos suportar e não temos nenhum tipo de ajuda estatal”, garante o presidente da associação, Rui Elvas.

A APCA está a suportar os encargos com fundos próprios, donativos e da boa vontade da equipa, mas “não pode fazer mais” porque os fundos e as receitas que tem “são residuais” para as suas necessidades. “Acreditamos que podemos fazer a diferença na vida das pessoas ao permitir reescrever histórias, felizes e de esperança, com a ajuda dos cães de assistência” diz Rui Elvas.

Na página da campanha a APCA dá a conhecer histórias com desfecho feliz. Os valores de aquisição, treino e certificação de um cão pode variar entre os 7 e os 14 mil euros, de acordo com o tipo de doença do utente.

 

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Quem é que ainda não ouviu falar do Pokémon Go? O jogo para smartphones mais famoso dos últimos tempos está a revelar-se um verdadeiro sucesso em todo o mundo, levando milhares de pessoas de diversas faixas etárias a procurarem animais virtuais, para coleccionarem e treinarem.

Inspirada neste jogo, a Associação Animais de Rua lançou uma campanha com o objectivo de ajudar animais abandonados a encontrarem uma nova vida. Utilizou os “Pokémon Stops” ( os pontos de afluência do jogo onde os utilizadores recolhem os elementos necessários para jogar ) para mostrar que é possível encontrar amigos a sério, que não são um jogo e precisam mesmo da nossa ajuda. Nos “Pokémon Stops” estão a ser colocados cartazes com mensagens que revelam o website onde se podem apadrinhar e adoptar animais. Além disso, a Associação disponibiliza um número solidário para o efeito.

 

 

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Uma cadela de raça Galgo Irlandês deu à luz os primeiros cachorros gémeos idênticos de que há registo. A descoberta foi feita pelo veterinário Kurt de Cramer, que realizou o parto por cesariana no Rant en Dal Animal Hospital, na África do Sul. Realizando mais de 900 cesarianas por ano, para o veterinário esta era mais uma operação de rotina. No entanto, em 26 anos de prática, foi a primeira vez que Cramer assistiu ao nascimento de dois cachorros a partir de uma placenta.

” Quando percebi que os cachorros eram do mesmo sexo e tinham marcas muito semelhantes, imediatamente suspeitei que poderiam ser gémeos idênticos originados da divisão de um embrião”, descreve à BBC.

Havia um problema: Cullen e Romulus não eram totalmente idênticos, com marcas um pouco diferentes nas patas, na ponta da cauda e no peito. O veterinário precisava de mais provas.

Quando os animais tinham duas semanas de idade, Cramer colheu amostras de sangue e enviou-as para os especialistas reprodutivos Carolynne Joonè, da Universidade James Cook (Austrália), e Johan Nothling, da Universidade de Pretória (África do Sul), que confirmaram as suspeitas do veterinário: os perfis de ADN dos cães eram idênticos em todos os 40 marcadores genéticos.

Trata-se do primeiro relato de gémeos monozigóticos em cães confirmado através de perfis de ADN. O estudo que traz detalhes sobre a confirmação dos gémeos foi publicado a 22 de Agosto na Reproduction in Domestic Animals.