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A hipertensão define-se pelo aumento da pressão arterial e está reconhecida entre gatos, à semelhança do que acontece com seres humanos. Tipicamente, afecta gatos mais velhos, no entanto, pode ocorrer, ainda que seja pouco frequente, em gatos jovens. No gato esta condição é secundária a outra causa primária.

Diagnóstico

A hipertensão felina é diagnosticada de forma semelhante à humana, através da utilização de uma braçadeira, colocada geralmente numa das patinhas da frente ou na base da cauda do gato, seguida da leitura dos valores indicados pelo medidor de pressão arterial. Por norma, os valores de pressão arterial são ligeiramente superiores em gatos quando comparados com humanos.

Um resultado fiável

Existem muitos gatos que sofrem do chamado síndrome da bata branca, o que significa que o médico ou enfermeiro que esteja a realizar este procedimento tem de ter em atenção vários factores para minimizar o stress do gato. Estes factores vão desde a saída de casa, a viagem, tempos de espera na recepção e cheiros e ruídos estranhos que têm de ser minimizados. Todas as medidas de “cat friendly” têm de estar presentes. Em determinados casos é mesmo necessário fazer esta medição em casa de modo a evitar o stress da deslocação.

Valores “normais”

Os valores normais nos gatos são em média 120 mmHg de pressão sistólica (vulgarmente chamada de “máxima”) e 80 mmHg de pressão diastólica (a “mínima”).

Consequências

Olhos: hemorragias e alterações da retina, afectando a visão do gato;

Cérebro: hemorragias com alterações de comportamento, convulsões, demência;

Coração: com o passar do tempo, a parede de uma das câmaras cardíacas (ventrículo esquerdo) torna-se mais espessada, uma vez que o coração tem de contrair de forma mais intensa quando a pressão arterial está elevada.

Rins: a hipertensão vai provocando danos nos rins aumentando o risco de desenvolvimento de insuficiência renal.

Causas

Destacam-se a doença renal e o hipertiroidismo.Poderá também ser primária (congénita ou idiopática).

Sinais clínicos

Como a hipertensão é geralmente um efeito secundário de outra patologia, os sinais apresentados por um gato afectado são muito variáveis e inespecíficos e, geralmente, dependentes da causa inicial e não do aumento da pressão arterial em si.

Tratamento

Felizmente existe tratamento para esta condição, quando o controlo do factor predisponente não é suficiente para restabelecer os valores normais!  Na maioria das vezes prescreve-se medicação oral, assim como aconselhamento do tipo de alimentação, controlo de obesidade e promoção de exercício.

 

 

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Cerca de 25% dos casos de intoxicações tratados em Clínicas Veterinárias são causados por plantas. Felizmente, a maioria não resulta na morte do animal, mas ainda assim é importante dar-lhe a conhecer as principais plantas e vegetais que podem induzir toxicidade no seu animal de estimação.

A principal via de intoxicação é a via oral, isto é, por ingestão do vegetal ou planta. Também são frequentes as intoxicações por contacto ou inalação.

Vegetais tóxicos

Alguns dos vegetais tóxicos mais frequentes fazem parte da dieta do homem, nomeadamente, as uvas, o tomate, a cebola, o alho e a maçã. Geralmente, não é o alimento como um todo que é tóxico, mas alguns dos seus componentes. A intoxicação é causada, geralmente, pela ingestão de quantidades consideradas do produto, mas não se pode esquecer que, se no humano o peso de um adulto não é muito variável, nos cães existem diferenças consideráveis entre os pesos em adulto nas diferentes raças.

Se um cão de raça Pinscher comer a mesma quantidade de uvas que um Retriever do Labrador adulto, o Pinscher pode desenvolver uma falha renal aguda e o Labrador não apresentar nenhum sinal de doença!

Uvas

Os cães podem, infelizmente, desenvolver reacções perigosas devido à ingestão de uvas e de uvas passas. Recentemente, têm sido identificados alguns casos de falência renal aguda devido à ingestão deste fruto. Os danos renais podem ocorrer em 24 horas, causando azotemia (valores elevados de ureia e creatinina no sangue). Os primeiros sinais de intoxicação são vómitos e ocorrem nas primeiras duas horas. Diarreia e letargia são também comuns.

Cebola e alho

Os efeitos após a ingestão destes alimentos estão relacionados com a hemólise  (destruição dos glóbulos vermelhos) causando anemia. Os sinais clínicos podem ocorrer passado uns dias após a ingestão do tóxico, normalmente não aparecem logo após a ingestão e incluem marcada anemia e hipóxia (falta de oxigenação do sangue).

Maçã

A maçã não é em si tóxica, mas sim as suas sementes e, possivelmente, folhas. Os sinais clínicos incluem palidez das mucosas, taquipneia (aumento da frequência respiratória), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), náuseas, vómitos, choque, convulsões e morte. É característico um odor a amêndoas na respiração ou no conteúdo gástrico do animal.

Tomate

Os tomates verdes são mais perigosos que os tomates maduros, precaução! Os sinais tóxicos são gastrointestinais principalmente.

Plantas

Lírios, Tulipas, Aloé Vera Palmeira cica, Oleandro, Hera e Marijuana são tóxicas!

Os sinais clínicos mais comuns nos cães são os distúrbios gastrointestinais, hepáticos e neurológicos e podem durar de 1 a 9 dias. Surgem vómitos, diarreia e dor abdominal persistentes nas 12 primeiras horas após ingestão das sementes.

Não há antídotos para as toxinas libertadas das plantas e vegetais! A taxa de mortalidade relatada em cães com sinais clínicos é de 32.1%. 

 

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A maioria dos cães aprende rápido a fazer as suas necessidades nos lugares indicados. Com paciência e um certo controlo dos hábitos do nosso animal de companhia é muito fácil ensiná-lo a fazer as suas necessidades na rua. Mas, às vezes, a conduta de eliminação do cão pode ser problemática e a causa pode ser uma má aprendizagem.

A ter em conta!

Em primeiro lugar temos de ter em conta duas coisas:

– Um cachorro de 2 meses necessita de evacuar em cada 2 a 4 horas, se está acordado;

– Todos os cachorros evacuam imediatamente depois de acordar, depois de brincar e depois de comer e beber.

O tempo que pode passar até que urina depois de cada uma destas acções não ultrapassa os 15 minutos. Por isso, devemos estar atentos, levá-lo à rua ou dirigir o cachorro até aos jornais que colocámos no chão, e recompensá-lo por ter feito as suas coisas no lugar indicado. Se não nos dá tempo de o levar onde queremos que faça as necessidades, não temos de nos preocupar em demasia e, sobretudo, não devemos castigar. O cachorro está num processo de aprendizagem e não ia entender porque nos chateámos por ele estar a fazer algo tanto natural, como aliviar-se. O castigo poderia incitar o cão a fazer as suas coisas escondidas, por temer ser repreendido, e o seu treino seria mais complicado.

Donos com falta de tempo

Mas o que podemos fazer quando não temos tempo para controlar o animal em todos os momentos? Muitas vezes, por falta de tempo ou de paciência, não podemos estar todo o dia dependentes do nosso animal de companhia e uma boa forma de controlar os seus hábitos de eliminação é o que normalmente se chama de “treino com caixa”. Este método consiste em manter o cão tranquilo e cómodo numa transportadora ou parque para cachorros enquanto não o temos sob o nosso controlo. Não é um castigo e o cachorro não o vai ver como tal. Devemos acostumá-lo que quando não estamos a brincar com ele, não o levamos à rua ou, simplesmente, quando queremos estar tranquilos a ver televisão, ele relaxa na sua “caixa”. Os cães são limpos (à sua maneira) e não fazem as suas necessidades no seu lugar de descanso. Para eles isso seria muito sujo. A única coisa coisa que devemos fazer é tirá-lo quando achamos que deve evacuar, e depois deixá-lo solto durante o tempo em que prevemos que não o fará de novo.

O que não devemos fazer

Os cães não são vingativos, se encontramos um xixi fora do lugar e não o apanhámos em flagrante, nunca o devemos repreender. Não o entenderia. Ia associar o castigo a outra acção mais recente, como por exemplo, ir cumprimentar-nos.

É importante não cair em erros que só iriam complicar a aprendizagem do nosso cachorro para que seja limpo em casa. Exemplos:

Erro 1 – Castigar o cachorro com jornal – Se queremos que o cachorro faça as suas necessidades em cima do jornal. Este nunca deve associar este material com algo perigoso. Se ameaçamos o cão com um jornal ou lhe batemos com ele, só vamos conseguir que tenha medo de jornais e não se aproxime deles.

Erro 2 – Lavar com lixívia onde fez xixi - A lixívia, embora seja um produto muito desinfectante, tem um odor forte e vai atrair o cão a voltar a esse lugar e, inclusive, a tentar tapar o odor desta urinando sobre a zona que foi lavada.

Erro 3 – Colocar os jornais junto do comedouro e bebedouro – Como dissemos antes, os cães são muito limpos e nunca fazem as suas necessidades no seu lugar de descanso (na sua caminha), nem onde está a sua comida e água.

Erro 4 – Esfregar o focinho do cão no cocó e no xixi – Isto é algo muito habitual. Pode levar o cão a comer as suas fezes (coprofagia) para as fazer desaparecer e a esconder-se quando urina. Muitas pessoas pensam que é um sistema que funciona, mas na maioria dos casos é o contrário. O cão pode entender que quando o dono, muito chateado, lhe esfrega o focinho nas suas fezes é para que as coma. E, além disso, se o dono não vê, não há castigo, pois não à “prova do crime”.

Marcação com urina

A marcação pode terminar com a castração do macho, pois é uma conduta territorial que desaparece com a eliminação da testosterona em circulação no corpo do cão.

Micção por submissão ou excitação

A micção por submissão ou excitação é um problema que afecta tanto os machos como as fêmeas e tem muito a ver com a incontinência urinária. Nunca devemos castigar um cão por fazer xixi quando se excita ao ver-nos chegar, e devemos ter em conta que o acto de urinar de um cão muito submisso é uma forma de comunicação que nos quer dizer que se rende a qualquer ameaça.

Afinal…até é fácil

Não é difícil ensinar o cão a fazer as suas necessidades em lugares concretos. Com paciência e, sobretudo, com disponibilidade de tempo para o levar à rua a passear, conseguimos treiná-lo rapidamente. A prova está no facto de muitos de nós nem no lembrarmos de como ensinámos o nosso cão a ser limpo dentro de casa.

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Apesar de estarmos em 2016 ainda existem muitas pessoas que mantém os seus cães nos jardins, pátios e/ou varandas durante o inverno acreditando que o cão não sente frio.

A senciência significa “aquele que sente, que experiencia sensações”.

A senciência dos animais, nomeadamente dos cães, não foi sempre admitida. Durante muitas décadas pensava-se que os animais não tinham sentimentos. Este “conhecimento popular” não é assim tão distante, sendo que o mais comum é ouvirmos que os cães não sentem frio ou dor, por exemplo. Muitas pessoas fazem caudectomias (cortam a cauda dos cães) e dizem que “os cães não sentem dor” ou porque “são bebés não sentem” ou “porque não têm nervos na cauda”. Estas expressões são indicativas, mais uma vez, da negação da senciência do cão. Os animais sentem. Estudos científicos já avançaram no sentido de comprovar que os animais não só sentem frio, calor, dor ou medo, como já exploram a sua capacidade de sentimentos mais complexos, tais como, saudade, depressão, felicidade, etc.

Mas eles têm pelo, nós não!

A grande maioria dos cães vem “equipado” com pelo que os protege contra muitas coisas, nomeadamente, do frio. No entanto, se pensar bem nem todos os cães têm o mesmo tipo de pelo, nem a mesma quantidade. O tamanho e o tipo de pelo influencia o frio que o cão sente. Os cães procuram os raios de sol para se deitarem, precisamente porque os aquece e fá-los sentir bem, e quem vive com cães dentro de casa (onde eles pertencem) descreve imensas situações nas quais os cães são vistos a procurar locais quentes como: aquecedores, lareiras, cobertores ou encostados uns aos outros. A procura por uma fonte de calor, em dias ou noites frias, deve ser não um privilégio, mas sim uma obrigação de quem tem um cão.

Ter o cão lá fora, num pátio, numa garagem e colocar uma casota, não é suficiente para alguns cães. Existem algumas casotas no mercado no entanto, as mais vendidas têm como intuito proteger mais do vento e da chuva do que propriamente isolar o frio.

Cada cão é um caso diferente.

Dizemos que existem pessoas mais friorentas que outras e este conceito aplica-se na perfeição aos cães. Cada cão é o seu próprio individuo, como tal, cada um sente mais ou menos frio. Os cães sentem frio e, usualmente, a regra diz: se está frio para si, está frio para ele.

Obviamente que se tem um Alaskan Malamute dificilmente ele sentirá frio em Portugal, uma vez que estes cães têm uma estrutura e constituição que os permite aguentar as temperaturas geladas do local de onde veem. A maioria dos cães tem um pelo que lhes permite aguentar algum frio, mas não por muito tempo seguido, nem temperaturas muito baixas.

Camas e mantinhas.

Os cães devem aprender a ter camas e cobertas sem as roerem, sendo que este é um processo que faz parte do ensino das boas maneiras que começa logo quando são cachorros. O ideal é ensinar o animal a redireccionar a vontade de roer para itens apropriados e ensinar-lhe a usar as cobertas para se tapar.

Cães idosos.

Quanto mais velhotes, como nós, mais sentem frio! Os cães idosos, tal como as pessoas, com o frio sofrem mais, das articulações, dos ossos, etc. As maleitas típicas da idade podem ser minoradas com acompanhamento médico veterinário, os músculos bem exercitados, e mantendo-os quentes.

Vestir cães é aberrante.

Vestir cães de bananas, morcegos, cachorros quentes, pintar o pelo só porque achamos lindos ou simplesmente por motivos estéticos é de facto aberrante. Eles não são objectos de decoração que vamos enfeitando conforme a nossa vontade. No entanto, vestir cães para os proteger do frio, não só não é aberrante, como indica um tutor preocupado e bem informado acerca das necessidades do seu cão. Lembre-se que a principal função da roupa para cães é proteger os mesmos do frio, antes da estética vem a utilidade!

Isso do frio é só para cães pequenos.

O tamanho nada tem a ver com o frio que o cão sente. Cães de porte pequeno com pelo avolumado existem muitos. Os cães de porte grande não estão livres de sentir frio simplesmente pelo seu tamanho, assim como os pequenos não estão livres de sentir calor só porque são mais pequenos. É sim, no entanto, mais fácil aquecer um cão de porte pequeno do que um de porte grande.

 

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Foi aprovado na Assembleia Geral do Clube Português de Canicultura, de 8 de Dezembro de 2015, o estalão provisório do Cão do Barrocal Algarvio que é desta forma a nossa 11º Raça Portuguesa.

Para ficar a conhecer melhor esta raça pode consultar o website da Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio.

www.caodobarrocalalgarvio.com

 

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Desde os anos 70 do século passado que os cientistas tentavam, em laboratório, replicar os procedimentos da fertilização in vitro, tal como é usada para humanos, mas para cães. Este ano, finalmente, tiveram sucesso: em Julho passado, nasceram nos EUA os primeiros sete cachorros concebidos através de fertilização in vitro, mas foi decidido esperar cinco meses até anunciar o feito.

Os cachorros pertencem à mesma ninhada, mas têm três pares diferentes de pais biológicos. Foram implantados embriões congelados numa cadela, a “mãe de aluguer”, através de uma técnica semelhante àquela que é usada nas clínicas de fertilidade para humanos. O líder da investigação, Alex Travis, da Faculdade de Medicina Veterinária de Cornell, garantiu à BBC que os sete cães são saudáveis e completamente normais, sublinhando que o sucesso desta técnica permitirá conservar a genética das espécies em vias de extinção. “A fertilização in vitro também é importante para a saúde dos nossos animais de estimação porque abre a possibilidade de conseguirmos identificar determinados genes que causam doenças e corrigi-los”, sublinhou.

A investigação foi acompanhada e publicada na revista científica PLOS/One.

 

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O jardim zoológico de Lisboa tem duas novas crias de fêmeas de Órix-de-cimitarra, uma espécie extinta na natureza desde 2000 devido à caça intensiva com armas modernas, longos períodos de seca, desertificação e a redução de habitat natural devido à expansão agrícola local e ao pastoreio de gado doméstico.

Numa nota enviada às redações, José Dias Ferrreira, Curador de mamíferos do jardim zoológico de Lisboa, explica que “2016 começa com o reconhecimento do nosso trabalho diário em prol da conservação e da educação ambiental. O nascimento destas duas novas crias vem confirmar que todos os esforços desenvolvidos para recriar o habitat natural estão a funcionar e os animais estão perfeitamente integrados.”

O jardim zoológico contribui ativamente para a conservação desta espécie em duas vertentes: ex situ, sob cuidados humanos e in situ, no habitat natural. Nesta última vertente, o apoio é financeiro e provém do seu fundo de conservação, ajudando a criar no norte de África vários parques naturais para o estabelecimento de novos grupos desta espécie, na esperança de uma futura reintrodução na natureza.

 

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O que é uma vacina e como funciona?

As vacinas contêm uma pequena porção de organismos mortos ou vivos. Estes desencadeiam uma resposta por parte do sistema imunitário de modo a proteger o animal contra infecções subsequentes, através de um processo que se chama imunização. Na aquisição da imunidade, o animal produz anticorpos para neutralizar ou destruir os agentes infecciosos ou as toxinas. No entanto, o animal pode não ganhar imunidade contra o que foi vacinado, se não reunir uma série de requisitos – por isso é tão importante o check-up antes da administração da vacina! A vacinação só deve ser realizada em animais saudáveis. A imunidade que a mãe transmite aos cachorros também interfere, podendo bloquear a capacidade do cachorro de produzir anticorpos. É este o motivo pelo qual há idades específicas para vacinar.

As vacinas são seguras?

As vacinas só são colocadas no mercado pelos Laboratórios que as produzem, depois de serem testadas por organismos oficiais (DGAV) que lhes atribuem a Autorização de Introdução no Mercado (AIM). No entanto, pode ocorrer que, após a vacina, o seu animal sofra de alguns efeitos secundários passageiros como perda de apetite, febre ligeira e apatia. As reacções adversas graves são raras.

Quem pode administrar vacinas?

Em Portugal, a legislação obriga a que seja um Médico Veterinário a administrar a vacina. Só os Médicos Veterinários têm a formação adequada para avaliar cada animal, perceber se está fisicamente apto a ser vacinado, selecionar as vacinas adequadas a cada caso e a melhor altura para a sua administração.

Quantas vezes o meu cão tem de ser vacinado? E contra o quê?

Enquanto cachorros, deverão ser vacinados a partir das 8 semanas contra a esgana (D), a parvovirose (P) e a hepatite infecciosa canina (H). Deverão realizar 2 reforços, com 3 a 4 semanas de intervalo. Juntamente com o último reforço DHP, deverão levar a 1ª dose contra a leptospirose (L) e fazer uma 2ª dose após 3 a 4 semanas. A vacina da raiva (obrigatória em Portugal) pode ser administrada a partir dos 3 meses.

E o meu gato?

Enquanto gatinhos, deverão ser vacinados a partir das 8 semanas contra o calicivírus felino (C), o vírus da panleucopénia felina (P) e o herpesvírus felino (R). Deverão realizar 2 reforços, com 3 a 4 semanas de intervalo. Juntamente com o último reforço CRP, deverão realizar o rastreio dos vírus FIV e FeLV. Se forem negativos para o FeLV e se tiverem acesso à rua, os gatos deverão ser vacinados contra esta doença e fazer um reforço 3 a 4 semanas depois. A vacina da raiva, que não é obrigatória para gatos em Portugal, pode ser administrada a partir dos 3 meses de idade.

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Quer os gatinhos quer os cachorros quando nascem têm necessidades especiais que necessitam de ser precavidas. Nas primeiras horas após o nascimento os filhotes de ambas as espécies têm que ter acesso ao leite materno, para que deste modo possam receber o colostro, que consiste, de forma grosseira, numa porção especial do leite materno que é muito rico em factores que vão ser importantes para garantir as defesas dos cachorros nos primeiros tempos de vida.

Nos primeiros dois meses de vida, salvo raras excepções, os filhotes devem ser mantidos junto das progenitoras e dos restantes irmãos e devem ser asseguradas as condições de higiene e desparasitação. É normal e até desejável que nesta fase as mães estimulem a zona genital dos filhotes e que inclusivamente ingiram parte das fezes dos filhotes, não é de todo motivo de preocupação, este tipo de comportamento é mais evidente nas primeiras semanas e deverá reduzir-se gradualmente a caminho das oito semanas. Após as oito semanas os filhotes podem ser separados do resto da ninhada, devem ser sujeitos a uma consulta veterinária e estabelecido o protocolo de desparasitação e vacinação.

Deve ser garantida uma alimentação adequada, algumas rações comerciais de qualidade superior podem custar dezenas de euros por saco, no entanto, se fizermos bem as contas à quantidade que temos que dar diariamente rapidamente nos apercebemos que estamos a falar de custos perfeitamente aceitáveis e que, no futuro, verá os frutos deste “investimento”.

Durante a fase de crescimento os filhotes devem ser sociabilizados tão cedo quanto possível com todos os estímulos que possam vir a contactar durante a vida (saídas à rua, contacto com crianças, contacto com outros animais, etc) e deve ser iniciada a sua educação.

Se seguirmos estes princípios à risca vamos ter resultados positivos garantidos. Se tivermos em atenção estes três pilares: saúde/profilaxia, alimentação e educação/ sociabilização estaremos no caminho certo para criarmos um filhote feliz e que possa no futuro ser parte activa da vida do seu dono.