Com as estações climáticas frias e húmidas a chegar, é importante ficar a par das doenças da “moda”, nomeadamente, aquelas que afectam o trato respiratório superior.
O que é a Tosse do Canil ou Traqueobronquite infecciosa?
É uma doença altamente contagiosa entre cães e de contágio muito rápido, provocada por um ou mais agentes infecciosos tais como vírus ou bactérias que se alojam nas vias respiratórias superiores dos cães, debilitando o estado geral das mesmas e dos próprios animais. Inicialmente pode começar com uma simples garganta inflamada, o que predispõe posteriormente a uma infecção bacteriana permitindo que as bactérias se desloquem até ao trato respiratório inferior, ou seja, os pulmões, podendo causar pneumonias ou broncopneumonias graves.
A transmissão é feita através de tosse e espirros, assim como um simples resfriado. Os agentes causadores da doença são o vírus da Parainfluenza canina e o Adenovírus canino tipo 2 , e a bactéria Bordetella bronchiseptica. Estes agentes contaminam objectos, tais como bebedouros, roupas, calçado e brinquedos. A doença tem um potencial de propagação onde a população canina é muito elevada, principalmente no interior de canis, hospitais veterinários, hotéis para cães, etc.
Síntomas
A tosse de canil manifesta-se com maior frequência em estações do ano ou regiões frias, já que as vias respiratórias estão mais expostas e debilitadas com o clima húmido e a temperatura baixa. Os sintomas surgem cerca de cinco a dez dias após o contacto com os animais contaminados. São semelhantes aos resfriados ou gripe, devido à tosse seca e persistente, muitas vezes até confundida com engasgos ou sufocos, principalmente em momentos de passeios e exercício físico com uso de coleira ou momentos de muita excitação.
Em casos mais graves e avançados, poderá haver ocorrência de vómito, perda de apetite e apatia.
Tratamento
Após o diagnóstico, o médico veterinário instituirá uma terapêutica adequada a evolução de cada animal, nomeadamente, a administração de xaropes antitússicos, anti-inflamatórios não esteróides, antibioterapia adequada, nebulizações e broncodilatadores. Em casa deverá disponibilizar uma alimentação adequada e manter uma boa higiene do seu ambiente para evitar a proliferação de bactérias e vírus. Evite também a exposição ao frio e a correntes de ar e o contacto do seu animal com outros cães, uma vez que é de fácil transmissão.
Formas de prevenção
A vacinação do seu cão é imprescindível para evitar esta doença. Existem dois tipos de vacinas: uma de aplicação subcutânea (igual à maioria das vacinas) e outra de aplicação intra-nasal.
Deve vacinar o seu cão anualmente (juntamente com as restantes vacinas anuais) ou semestralmente se se tratar de um animal de risco (se o tiver que deixar num canil, se o levar a exposições ou se costuma brincar com outros cães nos passeios habituais).