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Questão 1

De modo a evitar excessos alimentares o gato não deve ter comida à disposição.

Falso. O sistema digestivo do gato está preparado para realizar pequenas refeições várias vezes por dia. O gato em liberdade caça sensivelmente de 4 em 4 horas. De modo a permitir que o gato se alimente frequentemente a comida deve estar sempre à disposição.

Questão 2

Os brinquedos que permitem esconder a comida são enervantes para o gato e criam frustração, como tal devem ser evitados.

Falso. Este tipo de brinquedos são uma excelente forma de disponibilizar comida ao seu gato. Estimulam cognitivamente o gato, promovem o exercício físico e evitam os excessos alimentares. Use e abuse destes comedouros interactivos. Pense sempre que queremos aproximar o modo como damos a comida aos comportamentos predatórios, e as presas não aparecem em pratos!

Questão 3

Embora existam excepções, as areias do tipo aglomerantes são as preferidas dos gatos.

Verdade. As areias aglomerantes têm duas grandes vantagens. O tipo de grão fininho, tipo areia de praia, é o preferido dos gatos e, por outro lado, o facto de serem aglomerantes impede os maus odores e facilita muito a limpeza da caixa. O facto de nem todas as areias agradarem aos gatos é um dos motivos para o gato urinar fora da caixa.

Questão 4

Os ponteiros a laser são um brinquedo de eleição para os gatos e pode usá~los sem qualquer receio.

Falso. De facto, este tipo de ponteiros constitui uma diversão para muitos gatos, mas deve ser usado com alguma moderação, porque pode criar frustração no gato. O gato se não conseguir caçar nada, pode irritá-lo. No entanto, se o seu gato só gosta de comer e dormir e não reage a nada, um ponteiro de laser pode ser um bom princípio para o estimular.

Questão 5

Para promover a ingestão de água, o bebedouro deve estar perto da comida, de modo a “lembrar” ao gato que deve beber.

Falso. O gato funciona precisamente ao contrário! A água deve estar longe do comedouro, e de preferência, em vários locais da casa, porque o gato não tem por hábito beber no mesmo local onde caça. Ter uma fonte de água também constitui um excelente meio de promover a ingestão de água uma vez que os gatos adoram água em movimento.

Questão 6

Se o seu gato urina fora da caixa de areia, nunca o deve punir por esse facto.

Verdade. Existe sempre um motivo para o gato urinar fora da caixa. Não pense que se trata de um hábito de higiene menos asseado. Urinar fora da caixa é sempre um sinal de alerta que merece uma consulta pelo médico veterinário. Pode ter a ver com um problema físico ou de comportamento. Se punir o seu gato apenas vai piorar o problema, criando-lhe ansiedade e reacções de aversão ao dono.

Questão 7

O procedimento adequado a ter em caso de urina e/ou fezes fora da caixa de areia é limpar com um detergente enzimático adequado, registar o local e a altura em que aconteceu e consultar o médico veterinário.

Verdade. O melhor é registar os locais e o modo como esta alteração se apresenta. Os detergentes enzimáticos são os mais apropriados, pois são os únicos que conseguem eliminar o cheiro na sua totalidade. A maioria dos detergentes disfarça o cheiro e o nosso olfacto deixa de o detectar, mas para o gato o cheiro persiste e esse pode ser um dos motivos que leva a que o gato continue a urinar/defecar no mesmo sítio.

Questão 8

Os lírios são extremamente tóxicos para os gatos, o simples cheirar do pólen destas flores pode ser mortal.

Verdade. Todas as partes destas flores são tóxicas para os gatos. Desde o caule à flor e mesmo o próprio pólen. Basta o gato cheirar para ficar gravemente intoxicado. Esta intoxicação provoca uma insuficiência renal aguda muito grave, frequentemente irreversível, que pode levar à morte do gato. Nunca tenha estas flores em casa e nunca as oferece a quem tem gatos. Divulgue esta informação.

Questão 9

De modo a evitar estimular o comportamento de arranhar, apenas deve ter um arranhador em casa e longe dos sofás.

Falso. Arranhar é um comportamento normal, e até desejável, num felino. Quantos mais arranhadores disponibilizar melhor. Os arranhadores permitem ao gato exercitar-se, “afiar” as unhas e estabelecer marcas visuais que são importantes para a sua marcação territorial. Proporcione vários arranhadores em vários locais da casa. Deve ter sempre à disposição arranhadores verticais e horizontais, em cartão e em corda.

Questão 10

A erva para gatos deve ser evitada, porque a sua ingestão provoca vómitos.

Falso. A erva que se semeia para os gatos comerem constitui uma boa fonte de fibra. Por vezes, o gato vomita a seguir a ingerir a erva, mas isso é um comportamento “normal”, nomeadamente, para eliminarem bolas de pelo que estão no estômago.

 

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A sarna dos gatos, que pode ser contagiosa para o homem, é causada por um ácaro. A sarna mais frequente nos gatos é a sarna dos ouvidos, causada por um ácaro de nome Otodectes cynotis, e não é contagiosa para o homem.

A sarna dos gatos ( e o tipo de sarna que pode ser contagiosa para o homem ), é causada por um ácaro denominado Cheyletiella Sarcoptes scabiei ou Notoedres cati. Destes três ácaros o que tem mais potencial zoonótico é a Cheyletiella sendo os outros dois mais raramente infectantes para o homem. Mesmo que afectem o homem, alguns destes ácaros não conseguem sobreviver muito tempo na nossa pele, pelo que as lesões são, normalmente, auto-limitantes. Apesar da Cheyletiella ser o ácaro mais zoonótico, é o mais raro nos gatos. Assim, podemos afirmar que a probabilidade do seu gato lhe transmitir sarna é ínfima. Num gato de casa, e mesmo num gato com acesso à rua, a transmissão de sarna do gato ao homem é considerada rara.

Como é que o gato se infecta?

Os ácaros são, sobretudo, transmitidos directamente, ou seja, pelo contacto gato-gato ou gato com outro animal, como o cão. Por sua vez, o homem adquire o ácaro ao contactar com os gatos (ou outros animais).

Quais os sinais de sarna nos gatos?

Um gato com este tipo de sarna não passa despercebido. O prurido (comichão) que apresenta é muito intenso, e ao coçar-se fere-se, ficando com várias feridas que, por sua vez, aumentam o prurido.

Quais os sinais no homem deste tipo de sarna?

A apresentação mais comum são lesões do tipo “borbulha”, de pequenas dimensões, que, tal como nos gatos, dão muito prurido e surgem sobretudo na zona das mãos e braços. Se o seu gato tem diagnóstico de um destes tipos de sarna, refira sempre isso ao seu médico de família.

Como se diagnostica a sarna nos gatos?

Quer no gato, quer no homem, a história clínica é meio caminho para o diagnóstico. Depois de lhe fazer várias perguntas, o médico veterinário realizará uma raspagem à pele do seu gato e observará ao microscópio. A observação directa destes ácaros é diagnóstica. No entanto, se os ácaros não forem observados, não significa que o seu gato não tenha sarna e o médico veterinário pode optar por realizar um tratamento mesmo sem o diagnóstico confirmado.

Tratamento e prognóstico

O tratamento pode consistir em banhos, pipetas e/ou injecções. Na maioria das vezes é necessário tratamento paralelo para infecções secundárias e para o prurido. O prognóstico é excelente. Durante esta fase de tratamento que dura, em média, 2 a 4 semanas, é importante reforçar os cuidados de higiene em casa.

 

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As infecções ósseas, denominadas de osteomielites, podem ser encontradas em todos os ossos de um animal, embora sejam mais comuns nos ossos longos dos membros e nas vértebras. Muitas vezes têm origem numa inflamação que, posteriormente, é infectada por bactérias ou fungos. Vistos os ossos estarem cobertos por músculo e pele, só existem 3 vias de infecção: através do sangue, por trauma directo ou por continuidade de uma infecção dos tecidos à sua volta.

Presença de infecção

Existindo uma infecção, as alterações podem ser num único osso ou disseminarem-se por todos os ossos, as chamadas infecções localizadas ou generalizadas, respectivamente.

Trauma ósseo

A osteomielite de ossos longos, geralmente, é causada por trauma, sendo que para além do trauma ósseo, também há quebra do sistema imunitário do paciente. A diminuição das defesas intrínsecas do animal permite a disseminação bacteriana e posterior infecção de vários tecidos do organismo. Nestes casos, as zonas mais vascularizadas dos ossos são as mais afectadas.

Sinais clínicos

Nestes dois tipos de infecção um dos primeiros sinais clínicos observados pelos donos é a prostração devida ao aumento da temperatura, juntamente com a dor causada pelo trauma. O diagnóstico, muitas vezes, é simples por causa da história clínica e da imagem radiográfica.

Tratamento

Para confirmação do diagnóstico podem ser realizadas culturas para se identificar o agente causador e, posteriormente, se iniciar o tratamento. Tendo em conta a dificuldade em controlar estas infecções, muitas vezes, é necessário começar rapidamente a antibioterapia. O tratamento, para além de difícil, é extremamente prolongado.

Discoespondilite

Outra infecção óssea muito comum é a discoespondilite, esta acontece quando há infecção das vértebras, causada pela migração bacteriana ou fúngica por via sanguínea. Os primeiros sinais clínicos voltam a ser dor, letargia e febre, avançando mais tarde para perda de peso, alterações de locomoção até paralisias. O mais importante para o tratamento é encontrar a causa inicial, que pode ser do trato urinário, pulmonar ou cardíaco, por exemplo.

Artrites infecciosas

As artrites infecciosas, normalmente com origem num corpo estranho, são infecções das articulações. Estas podem ser visualizadas através de uma tumefacção da articulação, observando-se um aumento da região articular, onde o animal pode apresentar dor. Nessa articulação vai haver uma acumulação de liquido e consequente alteração da locomoção do animal.

Panosteíte

A panosteíte apesar de não ser uma infecção óssea, muitas vezes é confundida como tal, ou passa despercebida. É uma inflamação óssea em cães jovens, geralmente entre os 5 e os 18 meses de idade em raças de grande porte. Pode afectar um ou mais membros, causando alterações da marcha devido à dor. Neste caso, o tratamento não passa pela antibioterapia, mas pela aplicação de anti-inflamatórios. É uma inflamação auto-limitante.

Diagnóstico

O diagnóstico de todas estas doenças pode ser feito para além do exame físico normal, com base em análises sanguíneas para determinar o estado imunitário do animal, um exame ortopédico para determinar as regiões mais afectadas, raio X e outras técnicas mais avançadas como a TAC.

 

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O enorme sucesso do Yorkshire Terrier, um dos mais populares cães de pequeno porte, tem-se mantido ao longo de décadas. O principal atributo desta raça é o pelo sedoso que lhe confere um aspecto muito elegante. Mas esta elegância e pequenas dimensões escondem um temperamento forte, por vezes, muito exigente.

Os antepassados do Yorkshire Terrier migraram da região de Glasgow, no condado de York, no inicio do século XIX. Embora seja hoje um cão de companhia por excelência, as origens do Yorkshire Terrier são profundamente rurais, uma vez que a sua missão inicial consistia em caçar roedores nas minas inglesas. Constitui, actualmente, o cão miniatura mais popular do mundo.

Personalidade

Yorkshire Terrier é um cão vivo, impulsivo e cheio de vida, mas teimoso. Extremamente afectuoso, mas com alguma dificuldade em lidar com crianças mais agitadas. Ladra muito e, como tal, é um bom cão de alerta. Corajoso e dominador, não hesita em atacar cães maiores.

Pelagem singular

Surpreendentemente fino e longo (podendo atingir 37 cm de comprimento), o pelo do Yorkshire Terrier cresce de forma permanente, dividido por uma risca dorsal. Textura semelhante ao cabelo humano, sem sub-pelo, esta pelagem admirável, brilhante e macia não apresenta períodos de muda e requer cuidados específicos. O alimento do animal deverá ser rico em ácidos gordos e biotina para enriquecimento do próprio pelo.

Predisposição para problemas bucodentários 

Tal como os outros cães de raça pequena, o Yorkshire Terrier tem grande predisposição para problemas bucodentários. Uma boa higiene oral é, portanto, essencial. A melhor forma de prevenir a formação de placa dentária e de tártaro é através da escovagem diária dos dentes e de um alimento adaptado que contenha nutrientes, nomeadamente o polifosfato de sódio, que ajudam a reduzir a formação de tártaro.

Apetite delicado e exigente

Yorkshire Terrier possui um olfato bastante menos desenvolvido do que os cães de maior porte o que torna esta raça muito caprichosa. Para satisfazer o apetite caprichoso, o seu alimento deve conter uma combinação de aromas excepcionais.

Uma longevidade excepcional

A esperança de vida do Yorkshire Terrier  situa-se nos 15 anos, o que significa que esta raça requer uma protecção activa contra os efeitos do envelhecimento, que podem afectar a qualidade da pele e da pelagem, o funcionamento cardíaco, bem como a mobilidade articular. Um alimento específico, com um teor adequado de antioxidantes, irá ajudar o Yorkshire Terrier, a envelhecer de forma saudável.

Concelhos

Devido ao seu temperamento, é aconselhável que o Yorkshire Terrier tenha uma educação rigorosa e não seja mimado em excesso. Um Yorkshire Terrier educado correctamente tem um carácter equilibrado e muito brincalhão. O pelo deve ser escovado e penteado diariamente. Escovagens diárias aos dentes ajuda na formação de placas.

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O nosso cão tem uma ideia muito clara, levar sempre a sua à vante e, por isso, não é estranho que tantos donos cedam aos desejos do seu animal de companhia. Falamos do cão que depois de comprovar que os seus intentos de “funcionário servil” falharam e perante um dono que não cede aos seus desejos, assume o papel de “ladrão”  rouba às escondidas valiosos presentes, como o bife do almoço que deixámos na bancada da cozinha.

Não existem cães cleptomaníacos

A cleptomania é um transtorno psicológico caracterizado pela necessidade imperiosa de satisfazer uma necessidade mental. O cleptómano rouba objectos que não têm especial valor para ele. O cão que rouba fá-lo por fome ou suposta fome, se é comida, ou por aborrecimento quando agarra um objecto da casa como brinquedo e, neste caso, procura sempre objectos que considera valiosos para o seu dono.

Roubos de comida

Grande parte da educação canina, como “sentar” ou “ficar” à ordem, é aprendida facilmente pelos cães porque simplesmente formam parte das suas condutas sociais na sua relação com o superior hierárquico. A alimentação é inerente às condutas sociais, por conseguinte, não deveria apresentar problemas educar um cão a não roubar comida ao chefe. Um exemplo de dois furtos: o cão que por aborrecimento agarra (rouba) um sapato e se entretém a mordiscá-lo e um cão que rouba um bife do almoço da cozinha. No primeiro exemplo, ralhar severamente só irá confundir o cão. Assim faremos deste um ser assustado ou ressentido por uma agressão que não entende, porque agarrar o sapato do dono não é um acto socialmente significativo. O cão castigado por isso adopta uma postura de submissão mas é incapaz de ligar o castigo com a acção de mordiscar o sapato, por muito evidente que nos parece a nós. Referir que, no segundo exemplo, nos canídeos sociais, como os lobos, o casal reprodutor, que são o macho e a fêmea líderes da matilha, comem primeiro começando pelas partes mais apetitosas da peça caçada, como o fígado ou os pulmões. Os lobos numa hierarquia intermédia aguardam que satisfaçam o seu apetite para comer, enquanto vigiam os lobos de posição inferior para que estes não se alimentem saltando a ordem social. A ânsia do cão em pedir comida quando estamos a comer, a capacidade que tem de permanecer ao lado do dono a babar enquanto nos vê comer, não é gula, é a necessidade de saber que tem acesso aos recursos alimentares do grupo e que o líder, o dono, partilha com ele o alimento. Daí a roubar comida é um passo muito curto.

Um cão muito cão

Já reparou na voracidade com que um cão come quando tem outro por perto? Para que o cão se decida a roubar um pedaço de queijo ou de carne na cozinha é necessário que actuem ideias muito enraizadas na espécie. A primeira é a sensação de escassez de comida no lar, no mundo e no universo, que têm todos os cães. O cão também sabe que a comida é status social e poder. Roubar a comida ao chefe do grupo é uma forma muito gratificante de rebeldia.

Reabilitar um “ladrão”

Como todas as correcções de conduta, esta deve levar-se a cabo no momento em que o cão é surpreendido a roubar comida, nunca mais tarde. Podemos voltar a ensinar o cão a não roubar comida, mas se este já experimentou como é gratificante o roubo, voltará a fazê-lo quando o dono estiver distraído. O único modo de corrigir o comportamento de “ladrão” é converter cada roubo numa experiência pouco gratificante, recorrendo a truques como pimenta na carne, uma fita adesiva de dupla face sobre o bordo da mesa onde o cão apoia as patas, ou uma lata de cerveja atada por um cordel à carne, por exemplo.

Cuidado com o bem-estar e previna os roubos

Se o cão roubou alimento deverá ser vigiado pois poderão aparecer sintomas de indigestão de algum alimento rico em gorduras ou muito condimentado. Previna deixando os alimentos de fora do alcance do animal ou mantenha-o fora das zonas onde existe comida.

 

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Partilhar o quarto, ou até a cama, com o nosso cão é agradável,mas em alguns casos podemos perder o sono com os seus roncos. No entanto, ressonar é comum nos cães e, normalmente, não é motivo de preocupação. Muitos donos perguntam: porque é que os cães ressonam e o que se pode fazer em relação a isso? Ressonar é um fenómeno acústico que tem lugar durante o sono como consequência da vibração do trato respiratório superior. Básicamente, o cão ronca quando há algum tipo de obstrução na traqueia, nos condutos nasais ou fossas nasais, que leva à constrição das vias respiratórias. Quando o ar é forçado a passar através da zona obstruída, gera o ruído que reconhecemos como ressonar.

Cães de focinho chato

Uma causa genética, as raças braquicéfalas, aquelas de crânio redondo e focinho curto, como o Boxer, o Bouledogue francês, o Bulldog inglês e o Pug, têm um palato mole muito longo e uma traqueia muito estreita. A consequência é que ressonam a dormir, mas até o podem fazer acordados. À medida que estes cães respiram a sua traqueia fica mais plana respirando ruidosamente.

Obesidade

Um cão gordinho não é um cão feliz. Tal como os humanos, os cães com excesso de peso são mais propensos a ressonar. O excesso de peso pode inclusive dar lugar a breves interrupções na respiração durante o sono, conhecido como apneia do sono nos seres humanos.

Obstrução e congestão nasal

Pode ser a origem do ressonar. Ao explorar o ambiente que o rodeia um cão está sempre a cheirar e ao inspirar pode alojar algum corpo estranho. A congestão nasal pode ser resultado de infecções ou até de tumores nasais. Todas estas causas irritam o trato respiratório e provocam o ressonar.

Alergias

Os cães podem ter alergia ao pólen, ao fumo do tabaco, à erva e a outros alérgenos que se encontram no ar, tal como acontece com as pessoas. Os sinais mais comuns são espirros, pieira, comichão, olhos chorosos e nariz com mucosidades.

Medicamentos

Alguns medicamentos, como os relaxantes musculares, podem diminuir a frequência respiratória ou até apertar os condutos do sistema respiratório, fazendo o cão ressonar.

O clima

O ar seco faz com que os tecidos se colem, fazendo com que os cães que habitualmente dormem em silêncio, ressonem.

Postura a dormir

Alguns cães tendem a ressonar mais quando dormem sobre as costas e menos quando dormem de lado. Vigie e tente que se acostume a dormir numa postura em que o ressonar seja menos intenso.

Formas para evitar que ressone

1 - Se o cão ressona por causa de alérgenos limpe o seu ambiente todos os dias. Faça passeios quotidianos quando o nível de pólen seja mais baixo e quando não há muito trânsito. Mantenha a casa sem pó (almofadas, mantas, cortinas..).

2 – Faça exercício para que perca peso.

3 – Mude a postura de dormir do animal.

4 – Evite fumar junto do seu cão e mantenha-o num ambiente livre de fumos.

5 – Nos cães com o focinho chato, nos casos extremos, pode ser necessária uma cirurgia para melhorar a ventilação nasal.

 

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maxresdefaultTeddy Lop é uma raça de coelhos anões muito peculiar. E como estes nossos amigos também merecem a nossa atenção, aqui ficam algumas curiosidades sobre a raça.

Aparência geral

A aparência do Teddy Lop deve ser curta e atarracada. Os ombros devem ser amplos e de média estatura. O corpo é curto e arredondado, com um pescoço forte. As pernas são curtas e não muito finas.

Cabeça

A cabeça é forte, curta, moderada e com um amplo focinho pronunciando as bochechas no queixo. Em comparação com o corpo a cabeça é maciça e marcante.

Olhos

Os olhos variam de acordo com a cor do pelo. Podem ser: castanho, azul, azul-claro ou vermelho.

Orelhas

As orelhas assemelham-se a uma forma de ferradura. Estão penduradas e saem para baixo a partir da cabeça. O comprimento ideal da orelha é de 24 a 26 cm.

Coroas

Uma característica do Teddy Lop são as coroas. No início das orelhas as mesmas são cheias, o que é chamado de coroa.

Pelagem

Quanto mais densa a pelagem melhor.

Peso

O peso de um Teddy Lop adulto está entre 1.3 a 2 Kg. Enquanto jovem, o peso está compreendido entre 1.5 a 1.8 Kg.

 

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Muito se tem escrito sobre os benefícios e/ou riscos de ter um gato como animal de estimação. Todos os que somos donos de gatos e com eles partilhamos a nossa vida sabemos que sim, há benefícios. Mas o que diz a ciência? Existem estudos que o comprovem? Detalhamos aqui algumas curiosidades.

Por que escolher um gato como animal de companhia?

Os gatos têm-se tornado cada vez mais frequentes na nossa sociedade por se adaptarem facilmente ao estilo de vida moderno. Com uma postura aristocrata, o gato tem características muito particulares e, tal como as pessoas, têm personalidades diferentes. Conhecidos pela sua delicadeza, olhar profundo, espírito cúmplice e brincalhão, de natureza independente. Excelentes companheiros, com a vantagem de não exigirem uma atenção integral. Não necessitam de ser levados a passear e mantêm-se limpos e asseados. Adoro ficar por perto simplesmente a observar.

Mantê-lo saudável

É importante que mantenha o seu gato sempre saudável, cumprindo as vacinações e desparasitações em tempo devido, uma vez que coexistimos com eles no mesmo seio familiar e debaixo do mesmo tecto.

Que efeitos tem a saúde do gato na minha saúde?

As zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre animais e pessoas. Felizmente, as zoonoses felinas são raras, no entanto devem ser tomadas as devidas precauções. Bom senso e uma boa rotina de higiene (nomeadamente uma manipulação cuidada da caixa de areia) vão reduzir a possibilidade de transmissão de doenças. Lembre-se que é um elemento muito importante do bem-estar do seu gato. Se ele estiver bem, o dono também estará!

Ter um gato reduz os índices de stress e ansiedade, e melhora o estado de humor dos donos, porque cuidar de um gato, acariciá-lo, assistir às suas brincadeiras, permite aos donos sentirem-se acompanhados e esquecer as suas próprias preocupações, o que é benéfico para o seu estado emocional evitando assim os estados depressivos. De acordo com um estudo de uma universidade norte-americana, ouvir o som, sentir a vibração do ronronar e acariciar um gato é calmante e tende a reduzir a pressão sanguínea. Outro estudo feito no Canadá, demonstrou que os donos dos gatos têm índices mais baixos de colesterol e triglicéridos e recorrem com 12 % menos frequência a médicos e hospitais.

Gatos e crianças

Ter um gato ensina as crianças a empatizar com os pares e a ter em conta os seus sentimentos e necessidades. É uma aprendizagem importante para o desenvolvimento da autoestima e sentido de responsabilidade. Ter gatos, em termos clínicos, pode ajudar à prevenção de alergias em crianças e evitar o desenvolvimento de asma, porque o contacto precoce e directo das crianças com gatos ajuda ao fortalecimento e consequente prevenção de doenças respiratórias.

 

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O Persa, sem dúvida a raça de gatos mais célebre do mundo, apresenta um conjunto de características físicas únicas, que combinam entre si numa harmonia que confere ao Persa um enorme requinte e sedução.

Na Europa, não se conhecia a existência de gatos de pelo comprido até ao século XVI. A história desta raça de gatos famosa mundialmente começou em Itália quando Pietro Della Valle regressou do Império Persa, trazendo um gato de pelagem longa magnífico. Posteriormente, o Francês Nicolas Fabri comprou um par de gatos Angorá da Turquia. Estes foram os pais da raça Persa, cuja evolução tem sido grandiosa.

Personalidade

O Persa é um gato bastante sociável, meigo e muito afectuoso. Caracteriza-se por ter um temperamento calmo, tranquilo e raramente agressivo. Apresenta uma grande dedicação ao dono e pode ser bastante reservado com estranhos. É uma raça que coabita facilmente com outros gatos, cães e crianças. Apesar da sua grande dedicação ao dono, suporta bem a solidão e adapta-se perfeitamente à vida em apartamento. Os seus miados são raros e discretos.

Principais sensibilidades

1- Pelagem delicada – A pele pregueada do Persa, sobretudo em redor da face, retém a humidade, o que favorece o desenvolvimento de problemas de pele. Cuidados de limpeza regulares ajudam a diminuir este risco. Para ajudar a suportar a função da barreira cutânea e a manter a saúde da pele, o alimento do Persa deve conter uma combinação de vitaminas, aminoácidos e ácidos gordos Ómega 3 e 6.

2 -Tendência para formação de bolas de pelo – O Persa despende mais de 30 horas por semana na higiene da sua pelagem, devido ao estilo de vida mais sedentário, o que predispõe à maior ingestão de pelo. O alimento do Persa deverá ser rico em fibra para promover a motilidade gástrica e reduzir a formação das bolas de pelo.

3- Sensibilidade digestiva – É um gato conhecido pelo seu sistema digestivo sensível. O alimento do Persa deverá conter uma incorporação de proteínas com elevada digestibilidade e de prébióticos.

4 – Predisposição para a formação de cálculos urinários – Os mais frequentes são os de oxalato de cálcio. O alimento para o gato Persa deve ajudar a manter a saúde do sistema urinário, através de um equilíbrio mineral adequado.

5 – Morfologia braquicefálica – O focinho plano faz com que a preensão de alimento seja realizada com a parte inferior da língua, o que resulta numa maior dificuldade na preensão de determinados formatos de croquetes. A sua alimentação deverá, portanto, ter isso em conta.

6 – Conselhos – Os cuidados de higiene (escovar, pentear, dar banho) são imprescindíveis. O comprimento do pelo favorece a rápida formação de nós, pelo que é necessário desembaraçar a pelagem diariamente. Os olhos lacrimejam com frequência e, por isso, é necessário limpá-los diariamente.

 

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Na prática clínica verifica-se que cães machos não castrados com mais de 6-8 anos de idade, independentemente da raça, têm 80% de probabilidade de serem afectados por doenças prostáticas. Esta pequena glândula tem grande importância porque liberta secreções prostáticas imediatamente antes e durante a ejaculação que ajudam a melhorar a viabilidade dos espermatozóides e a ter maior sucesso reprodutivo.

Doença prostática

Felizmente, ao contrário do homem, a principal causa de doença prostática não é tumoral, mas sim um aumento do tamanho da próstata desencadeada por influência hormonal. É importante o dono estar preparado para reconhecer os sinais compatíveis com a doença prostática para poder intervir adequadamente.

Sinais clínicos

-> Tenesmo (esforço/dificuldade para defecar);

-> Fezes achatadas;

-> Disúria (dificuldade em urinar);

-> Hematúria (sangue na urina)

-> Sangue ou secreções purulentas na ponta do pénis (não associados à miccção);

-> Dor abdominal e arqueamento da coluna;

-> Prurido recorrente na região perianal (comum na prostatite crónica).

Diagnóstico

O diagnóstico de doença prostática passa pela história clínica e sinais clínicos, palpação da próstata por via rectal, análises sanguíneas para descartar outras patologias, análise e cultura de urina (verificar presença de bactérias ou cristais), ecografia abdominal pélvica, citologia ecoguiada ou por algaliação, passando pela TAC ou biópsia ecoguiada.

Hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia próstatica benigna (HPB) é a doença prostática mais comum e consiste apenas num aumento do tamanho da próstata, de carácter benigno. Ocorre, normalmente, a partir dos 5 anos de idade e apenas em cães machos não castrados. É devido à presença de testosterona que provoca uma estimulação contínua da próstata que, com o tempo, provoca o aumento do seu tamanho. O tratamento consiste em remover o estímulo da testosterona sobre a próstata. O mais eficaz é a castração do macho (orquiectomia) que leva à redução de 50% do tamanho da próstata em 3 meses. Existem ainda tratamentos farmacológicos descritos com estrogénios e progestagénios, mas devido aos efeitos secundários graves que provocam não são recomendados.

Prostatite

É uma inflamação e/ou infecção da próstata podendo ser aguda ou crónica. É a segunda causa mais comum de doença prostática podendo ser causada por diferentes bactérias. Na maioria dos casos a infecção da próstata ocorre por refluxo das bactérias presentes na bexiga ou por infecção ascendente desde a uretra. Dos sintomas mais frequentes encontramos animais apáticos, com dificuldade a urinar, dor à palpação da próstata, urina com sangue e vómitos. O tratamento da prostatite inclui o uso de antibióticos.

Diagnóstico precoce

O prognóstico da maioria das doenças prostáticas é bom, excepto em casos de tumores de próstata, onde o prognóstico é mau, principalmente se já estiver metastizado. Outras das frequentes afecções são os abcessos, tumores e quistos prostáticos.